tal como lo denominó Perez-Reverte: "España es una dictadura fiscal gobernada por una pantalla de plasma"
tal como dice el artículo en el último párrafo: eso que llaman "democracia española"..
sólo un país de analfabetos inútiles puede permitir semejante "democracia".. disfruten lo votado..
Espanha corrupta e o fim da lenda dos Bourbons: filha do rei constituída argüida
As lendas inventadas ao longo da chamada "Transiçom" no Estado espanhol em torno da família real caem uma após outra.
A
filha do rei espanhol e "infanta de Espanha", Cristina de Bourbon, foi
constituída argüida hoje mesmo no caso por corrupçom e tráfico de
influências que já levou à barra de tribunal o seu marido, Iñaki
Urdangarín, por supostas atividades ilegais que possibilitárom um
importante enriquicemento do genro e da filha do rei e chefe do Estado
nomeado polo ditador Francisco Franco.
O processamento de Urdangarín, que terá afirmado no seu dia nom estar
disposto a ser o único membro da família real espanhola que nom fai
"negócios", derivou no seu dia do conhecimento de diferentes esquemas
corruptos com acusados ligados ao mundo da alta política, nomeadamente
dirigentes do PP como o ex-presidente balear Jaume Matas (condenado no
caso Palma-Arena e suposto compincha de Iñaki Urdangarín).
Urdangarín fazia parte, junto à filha de Juan Carlos de Bourbon, da
direçom da Fundaçom Noos, que utilizou as influências políticas e
institucionais derivadas da pertença à família real para amassar umha
grande fortuna, com a possível colaboraçom do próprio monarca.
Apesar da proteçom dada à infanta durante meses para evitar que poda
vir a arcar com as conseqüências de aquelas atividades criminosas,
finalmente o juiz José Castro constituiu hoje mesmo como argüida
Cristina de Bourbon, tendo que depor num tribunal de Palma de Maiorca no
dia 27 de abril sobre os contratos milionários em Maiorca e Valência,
com intervençom dos governos autonómicos do PP.
Juan Carlos de Bourbon continua a safar-se
Mais um mito caído nos últimos dias no Estado espanhol é o da suposta
austeridade e mesmo dificuldades económicas enfrentadas no passado pola
família do rei atual. De facto, acabou de vir à luz pública a
existência de um grande património até agora desconhecido pertencente a
Juan Carlos de Bourbon, alegadamente herdado do pai, Juan de Bourbon.
Contra a mitológia monárquica oficial, a realidade confirma que o pai do
atual rei, no seu dia participante no bando golpista que impujo a
guerra e a ditadura na década de 30 do século XX no Estado espanhol,
morreu milionário e deixou umha fortuna de mais de mil milhons de
pesetas (7,85 milhons de euros atuais).
Desse dinheiro secreto e nom declarado, 2.888.053 dólares terám ido
para contas de Juan Carlos de Bourbon na própria Suíça, mantendo-se a
opacidade sobre o dinheiro de quem é tido por um dos homens mais ricos
do mundo. Porém, é também um dos homens que gozam de maior impunidade,
nom podendo ser processado nem assumir qualquer responsabilidade penal
graças aos privilégios medievais que a Constituiçom espanhola de 1978
lhe atribui.
À alegada corrupçom económica refletida num enriquecimento
desproporcionado e inexplicado, soma-se o conhecimento público da
participaçom de umha das muitas amantes de Juan Carlos de Bourbon, a
princesa germana-dinamarquesa Corinna zu Sayn Wittgestein, em assuntos
comuns com o genro do rei e noutros negócios e trabalhos "delicados" e
"classificados" pola inteligência espanhola. A princesa, que viveu
durante anos secretamente em terrenos próximos da casa do chefe do
Estado, terá cobrado em negro dos serviços de inteligência espanhóis,
segundo a própria princesa declarou aos meios de comunicaçom.
Demoliçom controlada?
A cascata de informaçons e factos judiciais que envolvem mais e mais a
família real espanhola em supostos obscuros negócios de corrupçom e
enriquecimento ilegal fai pensar qual poderá ser o motivo de todos esses
dados virem à luz nestes momentos.
Se bem a monarquia continua a manter o apoio das direçons dos
principais partidos, há quem aponte já a possibilidade de que se prepare
umha abdicaçom do monarca em favor do filho ou mesmo o recurso à
mudança de regime para umha República presidencialista e unitária, caso a
situaçom no Reino de Espanha continue a degenerar ao ritmo atual.
Essa opçom é defendida por correntes políticas e mediáticas da direita
espanhola e coincide com a visom tradicional da esquerda espanhola
mais comprometida com o projeto nacional espanhol frente aos direitos
dos povos galego, basco e catalám.
O principal objetivo dessa possível operaçom seria combater o avanço
das posiçons soberanistas nas naçons oprimidas polo Estado espanhol, num
momento de crise generalizada que abre possibilidades de transformaçom
social e política no Estado monárquico e capitalista espanhol. O
segundo motivo seria garantir a preservaçom do capitalismo ainda no
caso de que a deterioraçom da situaçom de crise sistémica obrigasse a
refundar o que chamam "democracia espanhola".
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